quinta-feira, 4 de novembro de 2010


Você não precisa saber que eu choro porque me sinto pequena num mundo gigante. Nem que eu faço coisas estúpidas quando estou carente. Você nunca vai saber da minha mania de me expor em palavras, que eu escrevo o tempo todo, em qualquer lugar. Muito menos que eu estou escrevendo sobre você neste exato momento.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

sábado, 16 de outubro de 2010

=.=

As vezes eu acho falta de conhecimento existir pessoas preconceituosas . “preconceito é opinião sem conhecimento” . respeitar o próximo é obrigação de todos, mais ainda tem gente que critica, que zoa as pessoas “diferentes”. Eu respeito todos, cor, estilo, opção de sexualidade e opção de VIDA . é mesmo o jeito que a pessoa gosta de andar ou gosta de se vestir mesmo, é uma opção de vida, de se sentir feliz com si mesmo . acho um absurdo pessoas que descriminam os outros. No meu caso, muitos criticam meu jeito de ser, meu jeito de falar, meu jeito de vestir, minha opção de vida, e eu não me importo, pois eu sei que existem pessoas que me aceitam do jeito que eu sou, que gostam de mim do jeito que eu sou . eu luto a favor da diversidade, da liberdade de expressão. Sim, eu apoio esses movimentos . eu acho um absurdo pessoas que se deixam levar pela opinião dos outros, ou só porque um amigo não gosta e critica e acaba fazendo a cabeça dessa pessoa . UM ABSURDO . eu sei que cada um SE ACEITA do jeito que é, e isso que é importante. E eu espero que um dia o preconceito acabe, se extermine esse mal da sociedade brasileira e do mundo todo . é só isso que eu queria falar, ou melhor DESABAFAR . não quero mais lidar com preconceito da sociedade. Me aceitem do jeito que eu sou, e eu vou continuar sendo a mesma pessoa , mesmo que algumas pessoas SEM CONHECIMENTO falem mal de mim. Eu vivo a vida, pois como dizia Charles Chaplin “a vida é muito para ser insignificante” :D um beijo a todos


//@caah_furtado

porque ?


Porque os pais nunca entendem seus filhos ? Porque eles sempre dizem que seus filhos estão errados, que não fazem nada ? Tudo bem, deve ter vários filhos que discordam do que falei, pois devem ser tratados super bem pelos seus pais, mais esses filhos não são a maioria. Vários adolescentes sofrem com “preconceitos” em casa, seja por uma escolha de estilo, seja por um modo de viver diferente; e sofrem com a chegada do boletim, pois os pais não aceitam que o filho tire nota vermelha, mesmo que seja uma nota vermelha e o restante esteja nas alturas, e ficam proibindo seus filhos de sair, de ficar no computador, de usar o telefone, de ver TV e assim vai. E eu pergunto “o que isso vai adiantar?” o filho não vai estudar só porque não tem suas regalias, e sim se os pais, a cada nota boa, elogiarem seus filhos (não precisa premia-los), pois não pode parecer, mais um “parabéns filho, você está melhorando” faz muita diferença, é o melhor presente que esse filho pode receber. E também há pais que acham que é o fim do mundo, acham que seus filhos não vão melhorar que vão ser “burros” a vida toda.

Para mim, os pais devem sempre estar do lado dos seus filhos. Se o tal filho quer ter um estilo próprio, qual o problema? Vários pais criticam seus filhos, achando que aquilo é anormal, de outro mundo, e ficam obrigando seus filhos a mudar, a “ser normal”. Tem alguns pais que ainda dizem: “você não é mais meu filho, eu não criei um filho pra ele virar anormal”. Pai e Mãe (família em geral) são os primeiros a terem a obrigação de aceitar seus filhos do jeito que eles são; entenderem a cabeça dos adolescentes e AMÁ-LOS acima de tudo.

“Preconceito é opinião sem conhecimento” e “Respeite se queres ser respeitado” são duas frases indispensáveis na vida de todos!


//@caah_furtado

sábado, 11 de setembro de 2010

.



Me lembro como se fosse ontem, a primeira vez que ouvi uma música do NX Zero. Pra começar, nem sabia quem seriam aqueles meninos cantando uma música qualquer que estava tocando na rádio. Mais além, percebi que aquela música ficou na minha cabeça e eu não parava de cantá-la. Para por tudo em seu lugar, fui me informar quem seriam aqueles garotos, e bem ou mal, tava curtindo muito o som deles. Mas não foi só isso, acho que o destino era o autor disso tudo. Vi que aqueles garotos tinham se tornado a melhor parte de mim. Não havia mais silencio na minha vida, sempre estava ouvindo alguma musica deles. Na vida eu sei que tudo passa, mais sei que esse meu amor pelos garotos do NX, vai ser pra sempre, muito mais que além de mim. Cada um desses garotos se tornou um certo alguém na minha vida, um alguém que eu sempre, sempre vou admirar muito, amar muito. E esse amor não é mais confidencial dentro de mim, eu expresso esse amor todos os dias, cada dia de um jeito. Já pensei em esquecê-los, zerar e recomeçar, mais foi o pensamento mais errado da minha vida. Nem precisou de apenas de um olhar sincero deles, porque nunca tive a oportunidade de vê-los de perto, pessoalmente, mais sei que cedo ou tarde esse meu sonho vai se realizar. Sim, esse é um dos meus GRANDES sonhos, ir a um show, abraçá-los e tiram pelo menos uma foto pra guardar de lembrança e colocar no porta-retrato do quarto, pra mim dormir perto de você(s). Mas eu espero a minha vez, mas não espero quieta, vou demonstrando meu carinho por eles, vou escrevendo cartas pra você(s), e a cada dia que passa eu vou percebendo que meu amor por aqueles garotos só está aumentando. Eu só rezo para que a carreira do NX dure muito, e que daqui pra frente, mais do que nunca, eles sejam muito reconhecidos e amados por milhões de fãs. Não quero que o que eu vou dizer agora seja pela última vez, por sei que meu amor por eles é infinito, imenso como o mar, e cada um daqueles garotos que entraram na minha vida do nada e fizera tudo mudar, são únicos e insubstituíveis na minha vida. NX ZERO, sem vocês não há razão nem emoção de ser feliz! Obrigada por existirem e fazer cada dia da minha vida melhor, e muito mais feliz.


//@caah_furtado *---*

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Ilusões do amanhã .


"Por que eu vivo procurando um motivo de viver,
Se a vida às vezes parece de mim esquecer?
Procuro em todas, mas todas não são você
Eu quero apenas viver
Se não for para mim que seja pra você.
Mas às vezes você parece me ignorar
Sem nem ao menos me olhar
Me machucando pra valer.
Atrás dos meus sonhos eu vou correr
Eu vou me achar, pra mais tarde em você me perder.
Se a vida dá presente pra cada um
O meu, cadê?
Será que esse mundo tem jeito?
Esse mundo cheio de preconceito.
Quando estou só, preso na minha solidão
Juntando pedaços de mim que caíam ao chão
Juro que às vezes nem ao menos sei, quem sou.
Talvez eu seja um tolo,
Que acredita num sonho
Na procura de te esquecer
Eu fiz brotar a flor
Para carregar junto ao peito
E crer que esse mundo ainda tem jeito
E como príncipe sonhador
Sou um tolo que acredita ainda no amor."

// Príncipe Sonhador - Alexandre Lemos *-*

terça-feira, 13 de julho de 2010

Vida .

"Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis, j
á fiz coisas por impulso, j
á me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger, j
á dei risada quando não podia, j
á fiz amigos eternos, j
á amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, j
á fui amado e não soube amar.
Já gritei e pulei de tanta felicidade, j
á vivi de amor e fiz juras eternas, mas "quebrei a cara" muitas vezes! J
á chorei ouvindo música e vendo fotos, j
á liguei só pra escutar uma voz, j
á me apaixonei por um sorriso, j
á pensei que fosse morrer de tanta saudade e .. tive medo de perder alguém especial
(e acabei perdendo)! Mas sobrevivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida ..
e você também não deveria passar. Viva !
Bom mesmo é ir a luta com determinação, a
braçar a vida e viver com paixão, p
erder com classe e vencer com ousadia, p
orque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito
para ser insignificante"

de Charles Chaplin

domingo, 11 de julho de 2010

Gostoo de miim por gostaar de voceê


Gosto dos meus olhos pois é com eles que posso enxergar, penetrar nos olhos mais sinceros;
Gosto dos meus olhos pois é com eles que enxergo a multidão;
Gosto dos meus olhos pois posso ver tudo que está em minha volta;
Gosto dos meus olhos pois posso te ver;
Gosto dos meus olhos pois posso mergulhar nos teus.
Gosto dos meus lábios pois posso falar tudo que sinto;
Gosto dos meus lábios pois é com ele que sinto o sabor dos seus beijos;
Gosto dos meus lábios pois posso te beijar intensamente.
Gosto dos meus ouvidos pois posso ouvir músicas e poesias que dizem sobre nós;
Gosto dos meus ouvidos pois posso te ouvir falando palavras de amor.
Gosto do meu nariz pois posso sentir seu perfume;
Gosto do meu nariz pois sinto seu cheiro e sei que você está por perto.
Gosto dos meus braços pois posso te abraçar por minutos;
Gosto dos meus pés pois posso correr em sua direção.
Gosto do meu coração pois quando estou perto de você ele bate mais forte;
Gosto do meu coração pois você está nele.
Gosto de mim por gostar de você!

by: @caah_furtado

Parabeéns Aninhaa *------*


#          P  A  R  A  B  É  N  S  ;
Pessoαs mαrαvilhosαs como você merecem um mundo de αmor, pαz & αlegriα; merece todα α sαúde possível e que αqueles seus desejos mαis íntimos sejαm reαlizαdos! espero que você continue sendo essα pessoα mαrαvilhosα, cheiα de quαlidαdes que αnulαm os defeitos, com um cαrismα mαior que o universo e com umα vibe contαgiαnte. α cαdα αno que pαssαr nα suα vidα, sejα mαis do que um αmαdurecimento, mαs, que prα sempre estejα guαrdαdo em suα memóriα! e hoje é um diα ESPECIAL, pois é o seu αniversário! que você consigα reαlizαr todos os seus sonhos, que você sejα muito feliz, tenhα muitα sαúde não somente hoje, mαs por todos os momentos de suα vidα, que você tenhα muitα pαz e que Deus continue te iluminαndo! pαrαbéns que eu possα sempre comemorαr essα dαtα com você, mesmo sendo pelα net! mαs sintα-se αbrαçαdo por mim como se eu estive αi pαrα comemorαr contigo :) megα beijo lindíssimo, αmo por demαis
Amigaaa TE AMOO MTOO, minha jagodees *-*

sábado, 10 de julho de 2010

o amoor ..


O amor que esperei tanto tempo encontrei quando te vi
O amor que sonhei tantas vezes esta aqui
O amor que tanto procurei
Em você eu reconheci
O amor que inventei desde sempre chegou pra mim
Eu sempre quis dizer te amo
Contar pra alguém os meus segredos
Tenho guardado poesias e tantos beijos
Em teus olhos descobri
Que você foi feito pra mim
Tudo que eu sempre sonhava está aqui

by : @caah_furtado *-*

canseei ..


.. de ser tratada como diferente, por não estar no padrão. Cansei de ser e agir como uma pessoa madura, que não sou. Cansei de mentir pra mim, pra ver se dói menos. Cansei de ver pessoas incomodadas com minha felicidade. Cansei de chorar e levantar indisposta com olhos inchados. Cansei da mesmice, da rotina. Cansei de ouvir mais e falar menos. Cansei de acalmar minha ira, para não ofender. Cansei de proteger,defender e não ser correspondida. Cansei de sorrir, ser gentil, para parecer mais educada. Cansei de tolerar o intolerável. Cansei de expressar meus sentimentos, apenas escrevendo.

aah, como eé boom *-----*



Como é bom sentir sua pele mais colada a minha,
como é bom sentir teus labios colados nos meus,
como é bom e gostoso sentir um friozinho quando você me abraça,
Como é bom sentir um aperto no coração quando estou longe de você,.pois sei como você faz falta.,.
Como é irrevogavélmente ruim, chorar com o simples fato de que um dia a morte ira nos separar ..

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Esquecer Você...'

Tentei... Juro que tentei esquecer você...
Esquecer nossa estória,
Nossos momentos ...
Mas foi impossível.
Você... infiltrou – se em minha mente...
Impregnou–se em meu sangue...
Insinuou-se em minha alma ...
Introduziu-se lenta e profundamente em minha vida
Como esquecer você?
Seria tentar esquecer-me de mim mesmo...
Como tirar você do meu pensamento...
Se você é... o meu próprio pensamento?
Tentei lhe esquecer...
Juro que tentei!
Tentei arrancar de minha pele, as marcas dos seus sentidos...
Procurei exterminar de minha alma , as últimas ilusões de Ter você...
Arrisquei a erradicar de minha mente, seus textos... suas palavras...
Aventurei, a livrar-me do feitiço que me dementava...
Tudo inútil...
Em meus ouvidos, sua voz... seu sorriso... seu ai ai...
Em minha boca, ainda o sabor da sua...
Em meus olhos, os seus... seu corpo...
Em minhas entranhas... você... todo em mim...
Como esquecer você???
Como tirar você de mim???
Como arrancar as lembranças???
Me ajude eu lhe peço...
Me ajude a esquecer VOCÊ!!!
Mas...não dá para lhe esquecer... E... sabe por que?
Porque eu não desejo tirar você de minha memória !
Porque eu não quero afastar ou perder as lembranças!
Porque... se eu não posso, nem devo Ter a esperança de Ter você...
Quero pelo menos...sofrer ! sentir dor ! e cada vez mais lembrar-me
De nossa estória!. de nossos momentos ! de VOCÊ !!!


by: http://danilodc.blogspot.com/

quarta-feira, 7 de julho de 2010

everything

Era dia 7 de outubro

Ana se lembrava bem. Como em todos os outros dias, ela se levantou, entrou embaixo do chuveiro, lavou seus cabelos, colocou uma roupa, comeu algo e foi pra escola. Quando a garota chegou em casa, abriu seu MSN. Um convite novo. ‘Aceite’, pensou ela. Foi por sua intuição, sempre ia. Era um garoto, chamado Bruno. Os dois começaram a conversar. Com o tempo descobriram que gostavam das mesmas bandas, das mesmas comidas, do mesmo tudo.

Tinha quase tudo em comum, exceto uma coisa: a cidade. O garoto morava em Londres. A garota, em Bolton, uma pequena cidade ao sul da Inglaterra.

Eles começaram a conversar mais e mais. Cada dia mais, cada vez mais. A mãe de Ana achou que estava viciada em internet, o que realmente estava. Ela estava certa, Ana não podia contrariá-la. A garota era apenas muito preocupada com seu futuro, não deixava de fazer lições de casa para entrar no computador. Mas assim que acabava, ligava logo o aparelho.

Era também o caso de Bruno.

O garoto sempre que chegava da escola deixava o computador ligado, com o Messenger aberto. Desligava a tela do computador, e fazia a lição. Sempre tinha pouca, então ficava esperando Ana, até 6 da tarde, que era quando a garota entrava, mais ou menos.

Os dois começaram a conversar aos 17 anos, e foi assim. No começo dos 18 anos, aconteceu a coisa mais esperada pras amigas de Ana (sim, porque as amigas sabiam de tudo, e esperavam há cerca de 9 meses algo acontecer): Bruno a pediu em namoro.

E foi assim, se conheceram por um computador, namoravam por um computador. O que os dois tinham era maravilhoso. Uma coisa que as amigas de Ana jamais haviam experimentado, ou ouvido falar. Nem mesmo na ‘vida real’. Eles confiavam um no outro mais que qualquer casal que todas as amigas de Ana já tinham visto, ou ouvido falar. Isso requer, realmente, muita confiança. E eles se amavam. Quando as amigas de Ana passavam o dia na casa da garota, elas viam a conversa. Elas conseguiam sentir o amor.

Eles estavam completa e irrevogavelmente apaixonados. Não havia nada que mudaria aquilo. O tempo passou, os dois ficavam mais apaixonados a cada dia (o que ia totalmente contra as idéias de Marcela, amiga de Ana. A garota pensava que a cada dia que se passasse, a tendência era o amor se esvair. Eles provaram que estava errada). Todo dia de manhã, na hora da aula dos dois, Bruno ligava para a garota. A acordava, para começarem o dia com a voz um do outro. Um dia o garoto apareceu com a boa notícia: ele conseguiria ir para Bolton. Passaria um dia lá, pois viajaria.

Eles se encontraram à noite, em frente à ex-escola de Ana. Ela conversou com o garoto. Ana não quis beijá-lo.

- Vou ficar dependente de você. Sei que você é uma droga pra mim, é viciante. Então se eu te beijar hoje, não vou conseguir ficar mais um minuto longe de você. A gente vai se reencontrar. E ai, vamos ficar juntos pra sempre.

Ela disse e o abraçou. Com mais força do que já abraçou outra pessoa. E o garoto se contentou em encostá-la. Ele sabia que o que Ana estava falando era verdade. Eles IRIAM se encontrar. E IRIAM passar o resto da vida juntos. Ele tinha certeza que ela era o amor da vida dele. Bom, agora a ‘maldita inclusão digital’ se transformou na melhor maldita inclusão digital.

O tempo passou rápido quando eles estavam juntos. Se divertiram muito, e Bruno gostou da simpática cidade da sua namorada. Ele foi embora no dia seguinte, cedo demais para conseguirem se despedir.

O tempo passou, e o amor dos dois só ia aumentando. Passaram-se 6 meses desde que Ana tinha conhecido seu namorado pessoalmente, e Marcela ainda não entendia por que eles não tinham se beijado.

- Any, você já parou pra pensar que pode ter sido uma chance única?! Você foi idiota, você sabe disso, né? – A garota dizia, sempre culpando Ana.

Mas ela sabia o que era melhor pra ela. Já tinha cansado de explicar para Marcela. Não explicaria mais uma vez. Haviam 9 meses que os dois namoravam, e um ano que se conheciam.

Eles se amavam muito, mais que qualquer pessoa que as amigas e amigos do casal já tinha visto. Um dia, Bruno apareceu com a notícia: ele conseguiu uma bolsa em uma faculdade em Bolton, e se mudaria para a cidade tão desejada.

Ana se chocou com isso. Por semanas se perguntou se sacrificaria o tanto que o garoto iria sacrificar por ele. Mas ela não era a maior fã de pensamento. Isso a fez mal.

- Any, deixa de ser besta. Você o ama, até eu posso perceber isso! E você sabe, eu não sou a pessoa mais esperta do mundo. – Marcela disse, encorajando a amiga.

- Eu sei, Marcela, mas… Ele tá desistindo da vida toda dele em LONDRES pra vir pra BOLTON! Por mim! – Ana disse – E pela bolsa que ele ganhou na faculdade, mas é mais por mim, ele me disse.

- Ana, presta atenção. – Ana olhou pra amiga. – Você não sabe quantas meninas invejam você. Não sabem mesmo. Eu, por exemplo, te invejo demais. Daria qualquer coisa pra ter um namorado como o seu.

Vocês confiam tanto um no outro, e se amam tanto. Eu tenho até nojo de ficar no quarto com você quando você ta conversando com ele. É um amor que se espalha no ar, que nossa senhora! Eu consigo sentir os coraçõezinhos explodindo pelo quarto. Ai fica tudo rosa, e você fica com uma cara de sonho realizado pro computador! Any, pára de subestimar o que você tem. Deixa de ser idiota.

- Você é um amor, sabia? Marcela, não sei. Não dá. Eu não desistiria de tanto por ele, e eu acho injusto ele desistir de tanto por mim.

Marcela bufou. Porque a amiga tinha que ser tão burra?

Meses se passaram, o tempo passava rápido. Ana não terminaria o namoro por messenger, frio demais. Ela esperaria o namorado chegar.

A garota tentava adiar o máximo possível, por mais que quisesse ver o garoto de novo. Ele tinha um cabelo lindo, e olhos mais ainda. Ana conseguiria ser invejada por todas as garotas da cidade se fosse vista com ele. Mas ela não queria inveja. Queria seguir o seu coração.

Quanto mais Ana queria adiar a situação, mais as horas corriam, e com elas os dias, as semanas, as quinzenas, os meses. O ano.

Chegou o dia; Ana esperou o seu futuro-ex-namorado onde se encontraram meses atrás.

Ela negou o beijo mais uma vez. O namorado ficou sem entender, mas aceitou.

- Olha, eu tenho que conversar com você.

- Diga. – Bruno sorriu.

- Quando você me disse ‘Vou me mudar pra Bolton’, eu fiquei feliz. Mais feliz que já fiquei há muito tempo. Mas depois eu comecei a pensar se faria o que você ta fazendo por mim. Você desistiu de toda sua vida em Londres, Bruno.

- Eu sei. Pelo melhor motivo na face da Terra.

- Não, não é. Eu sinto que eu não to sendo justa com você. E sem ser justa com você, eu não sou justa comigo. Eu não sei se eu faria o que você fez. Eu acho que não. Eu sou egoísta demais, eu não sei. Não quero mais ser injusta com ninguém, não quero dormir pensando isso. Há meses eu penso nisso, e fico com peso na consciência. E, de verdade, eu não sei se seu amor é o suficiente pra mim. – A garota disse e virou as costas.

Foi andando para a sua casa. E ao contrario de momentos tristes clichês (n/a: eu odeio clichês), não estava chovendo. O céu estava azul, o sol brilhava, como raramente acontecia em Bolton. Mas o que estava dentro de Bruno (e de Ana) não era assim tão brilhante.

Para Ana chegar em casa, tinha de passar pela frente da casa de Marcela – era esse o motivo de um sempre estar na casa da outra; elas moravam lado a lado. A garota passou correndo, chorando, enquanto Marcela estava na janela. Marcela saiu correndo de casa – ignorando completamente o estado critico em que se encontrava: blusa dos ursinhos carinhosos, cabelo preso em um rabo-de-cavalo mal ajeitado, short curto de florzinhas e pantufas do tigrão – indo logo para a casa da amiga. Ela bateu a campainha, e a mãe da amiga atendeu. Disse que podia subir as escadas, Ana estava em seu quarto.

Marcela subiu correndo, tropeçou, quase caiu 3 vezes – ‘Malditas escadas enormes’, pensava – mas chegou ao quarto em segurança (lê-se sem sangue escorrendo pela cara).

- Any! O que foi, amor? – A garota encontrou a amiga deitada, chorando em sua cama.

- O Bruno! – Ana não conseguia falar direito. Por essa mini-frase Marcela tinha entendido. Não tinha mais Ana e Bruno pra sempre e sempre e sempre e sempre. Agora era Ana.

A garota aprendeu a viver com a dor. Passaram-se 5 anos, Bruno estava formado em direito, era um advogado de sucesso, ainda morando em Bolton – nunca largaria a cidade que abrigava seu, ainda, maior amor. Ana era uma fotógrafa de sucesso, ganhava a vida fotografando famosos de todo mundo – mas não saíra de Bolton também, amava a cidade com todas e cada fibra de seu ser.

Bruno era melhor amigo de Ana, Ana era melhor amiga de Bruno. Ana tinha um noivo, um executivo de sucesso, que vivia de Londres pra Bolton, de Bolton pra Londres. Já Bruno sabia: por mais que tentasse achar alguém igual à Ana, não conseguiria. Só ela seria o amor da sua vida, que ele amava excepcionalmente. Nunca iria mudar.

Ana iria passar algum tempo fora da cidade, iria para a capital, fotografar uma banda inglesa. Iria dirigindo à Londres – depois de tanto custo para tirar a carteira de motorista, agora queria mostrar ao mundo que tinha um carro e sabia guia-lo.

Um carro. Dia chuvoso. Pista dupla. Um caminhão. Visão confundida. Bebida em excesso. No que isso poderia resultar? Não em uma coisa muito boa, com certeza. O caminhão bateu de frente com o carro de Ana. Ela não estava muito longe de Bolton, portanto ela foi levada para um hospital na cidade. O seu noivo, por sorte, estava em Bolton. Foi avisado, depois os pais, Marcela. E por ultimo, Bruno.

Ele se apressou em chegar ao hospital que Ana estava internada. Ele chegou antes mesmo de Felipe, noivo da garota. Bruno andou por corredores com luzes fluorescentes fracas, brancas, o que aumentava a aflição dele.Como estaria Ana? A SUA Ana? Ele nunca imaginou nada de mal acontecendo à SUA Ana. Ela sempre seria dele, amiga ou namorada. Seria dele.

Achou o quarto em questão, 842. Abriu a porta com cautela, e viu a imagem mais horrível que jamais poderia ter imaginado: Ana, sua Ana, deitada em uma cama de hospital, com ferimentos por todo o rosto e braços – as únicas partes de seu corpo que estavam aparentes. Ele chorou. Não queria ver a pessoa que ele mais amava em todo o universo daquele estado. ‘Frase clichê’, pensou, ‘mas porque não eu?’. As lágrimas caiam com força. Ele saiu do quarto com a visão embaçada pelas lágrimas; não sabia o que podia fazer.Ele foi para o lugar do hospital em que se era permitido fumar, e fez uma coisa que não fazia desde que tinha conhecido Ana: acendeu um cigarro. Começou a fumar, e ficou sozinho lá, encarando a parede. Imaginando se teria sido diferente se ele tivesse continuado em Londres. Ele lembrava, foi quem apoiou o curso de fotografia.

- Ah, cara… – Ana chegou se lamentando.

- Que foi, Any? – Bruno sorriu.

- Eu tenho que escolher o que eu vou fazer da vida, mas… É difícil demais!

- Eu sei bem como é… Porque não tenta fotografia? – Bruno apontou para a máquina digital, que agora estava nas mãos da garota. – Eu sei que você adora tirar fotos.

- Bruno, sabia que você é um GÊNIO? – Ana sorriu e abraçou o melhor amigo. SEU melhor amigo.

Se ele não tivesse sugerido o curso, Ana não estaria no hospital à essa hora. Os pensamentos profundos do garoto foram cortados quando a porta se abriu, fazendo o garoto estremecer.

- Ah, que susto, doutor. – Bruno se virou.

- Desculpe. Você é Bruno, certo?

- Certo.

- Bom, você tem bastante contato com Ana, certo? – Bruno balançou a cabeça positivamente. – Nesse caso, eu sinto muito. Para sobreviver, a Ana precisaria de um coração novo.

A lista de espera por um coração é grande, e não sei se ela conseguirá sobreviver até chegar sua vez de receber um novo coração.

Como poderia viver em um mundo sem Ana?! Saiu do lugar. Não podia esperar as coisas acontecerem, e ele ser egoísta e ficar em seu mundo, fumando até Ana ir pra outro lugar. Ele pegou um papel, uma caneta e escreveu um endereço, e um horário, uma hora depois daquilo. Entregou para o noivo de Ana, que agora estava na sala de espera.

- Já foi vê-la? – Perguntou Bruno. O noivo negou com a cabeça.

Ele saiu andando, saiu do hospital. Foi para seu escritório, pegou 3 papéis grandes e digitou 3 cartas. Uma para os pais. Uma para Ana. E uma sobre os desejos que tinha.Ele tomou um remédio depois disso. E dormiu, lenta e serenamente, dormiu. Não acordaria mais. Quando o noivo de Ana chegou, encontrou Bruno deitado no chão, sem pulso. Estava morto. Em cima da mesa, 3 cartas. Um recado para ele: “Eu não gosto de você. Nunca vou gostar. Mas mesmo assim, você tem que fazer algo que não poderei fazer. Leve meu corpo para o hospital, com essa carta em cima dele. A carta que está em cima das outras.

Após isso, entregue a segunda carta para Ana quando ela acordar. E quando a noticia da minha morte chegar, entregue a terceira para os meus pais.”

Assim acabava a carta. Felipe não acreditava no que lia. Não acreditou, e nem precisava. Correu para o hospital em seu carro. Ele entregou a carta e o corpo do homem, que agora estava ainda mais branco. Aconteceu na hora; o coração dele foi tirado e levado para Ana. Quando ela acordou, não muito depois, viu os pais dela, seu noivo e os pais do namorado de 6 anos atrás. Eles sorriam e choravam; ela não entendeu. Foi quando viu a carta com a letra dele, escrito o nome dela. Ela pegou a carta e leu, então. “Meu amor, bom dia. É hora de acordar. Eu não pude te ligar hoje, você estava ocupada. Por isso deixei essa carta. Sabe, eu não vou estar ai por um bom tempo, as pessoas sabem quando a sua hora chega. E eu aceitei a minha com a mesma felicidade que eu tinha quando te vi na frente da sua escola. A minha hora chegou quando seu fim estava próximo.Eu te prometi que te protegeria de tudo e qualquer coisa que acontecesse, e mesmo sem chamar, eu estive lá. Desta vez não me chamou, quis resolver sozinha, eu não podia deixar. Eu resolvi dar um fim então. Eu estava ficando cansado, o trabalho pesava demais. Mas porque agora? Eu não sei. Mas não teria sentido eu viver em um mundo que você não existe. Então eu decidi ir antes e ajeitar as coisas. Pra daqui a alguns anos nós conversarmos aqui na minha nova casa. Agora eu tenho que ir, meu amor. Esse coração no teu peito, esse coração que bate no teu peito. É o mesmo coração que está inundado do amor que você disse não ser o suficiente. É o mesmo coração que lhe dava amor todo dia. Por favor, cuide bem dele. Agora eu preciso ir, preciso descansar um pouco. Eu vou estar sempre contigo.

Eu te amo !

PS: Não sei se vou conseguir te acordar amanhã. Você me perdoa por isso?”

Então ela chorou. Chorou e abraçou os pais, os pais dele. Chorou como nunca, e tremia por tantas emoções passarem por seu corpo. Ana encarou o noivo. Terminou o noivado naquele dia. Não adiantava esconder algo que estava na cara: ela amava Bruno, e seria sempre o SEU Bruno. ELE era o homem de sua vida, não Felipe. O homem que sempre esteve lá, amando-a ao máximo. Em qualquer momento.

Ela chorou muito, e seguiu a vida. Todos os dias ela lembrava de Bruno. Viver em um mundo sem ele não fazia sentido. Mas não desperdiçaria todo o amor e que estava dentro dela. Ela podia sentir seu coração batendo. Ela lembrava a cada momento, que mesmo separados eles estavam juntos. Mas apenas uma coisa fazia seu coração se apertar, se contorcer de dor. Que fazia uma lágrima se escorrer sempre que pensava nisso.

Ela sentia falta daqueles beijos. Dos beijos que foram negados. Mas ela foi feliz. Morreu com seus oitenta e tantos anos. Mas era sempre feliz. Afinal,

O coração do homem de sua vida batia dentro dela.


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